Enquadramento no congresso
O Congresso Nacional da Ordem dos Médicos, sob o lema “Ser médico num mundo em evolução”, pretende refletir sobre as transformações que estão a redefinir a Medicina, a organização dos cuidados, os modelos de trabalho e o papel dos profissionais de saúde.
A inteligência artificial está a entrar progressivamente nas organizações, alterando processos, fluxos de trabalho, modelos de decisão, gestão de informação, produtividade e expectativas sobre o desempenho das equipas. Na saúde, este impacto é particularmente sensível, porque envolve profissionais altamente diferenciados, trabalho em equipa, responsabilidade clínica, pressão assistencial, escassez de recursos humanos e necessidade permanente de garantir qualidade e segurança dos cuidados.
Esta sessão pretende discutir o que muda na gestão de pessoas com a Inteligência Artificial, olhando para a IA não apenas como uma ferramenta tecnológica, mas como um fator de transformação organizacional. A discussão deverá explorar de que forma a IA pode apoiar líderes, equipas e instituições, mas também que riscos pode criar em termos de autonomia profissional, avaliação de desempenho, confiança, motivação, competências, cultura organizacional e relação entre humanos e sistemas inteligentes.
Objetivo da sessão
A sessão tem como objetivo promover uma reflexão prática e estratégica sobre o impacto da inteligência artificial na gestão de pessoas, equipas e organizações de saúde.
Pretende-se discutir:
- Como a IA pode apoiar a gestão de recursos humanos e a organização do trabalho;
- Que tarefas podem ser automatizadas ou aumentadas por IA;
- Como a IA pode alterar o papel dos líderes e gestores;
- Como preparar equipas para trabalhar com ferramentas inteligentes;
- Que competências serão críticas num contexto de trabalho aumentado por IA;
- Que riscos existem na utilização de IA para avaliação, alocação, produtividade ou decisão organizacional;
- Como garantir que a IA melhora a experiência dos profissionais e não apenas a eficiência do sistema;
- Que papel devem ter os médicos e líderes clínicos na governação destas ferramentas.
Mensagem-chave desejada
A inteligência artificial não transforma apenas processos: transforma funções, equipas, competências, lideranças e culturas organizacionais. Na saúde, esta mudança deve ser conduzida com responsabilidade, transparência e participação dos profissionais, garantindo que a IA aumenta a qualidade do trabalho, reduz carga desnecessária e reforça o valor humano da Medicina.






